O Brasil vive um ciclo de adoção acelerada de drones em agro, construção, energia, mineração, logística e segurança.
Em audiência pública realizada em maio de 2025, a Câmara dos Deputados citou estudo da Drone Industry Insights estimando faturamento anual de aproximadamente US$ 373 milhões no país.
O Mercado em Números

Faturamento nacional estimado: Aproximadamente R$ 2 Bilhões (US$ 373 milhões).
Base operacional (SARPAS/DECEA, abr–2025): 86.522 aeronaves e 177.647 usuários cadastrados; Crescimento de +22% nas solicitações de voo no 1º trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.
Sinal de demanda (SECEX): As importações de drones somaram US$ 16 milhões (jan–mai/2024), crescimento de +24,1% em valor e 115% em unidades, um reflexo da expansão setorial.
Nota global: consultorias estimam um mercado mundial entre US$ 41,8 bi (2025) → US$ 89,7 bi (2030) (CAGR ~13,9%) e US$ 40,6 bi (2025) → US$ 57,8 bi (2030), variação decorrente de metodologias distintas.
Projeções de Crescimento
Com base na expansão de operações autorizadas (SARPAS) e em indicadores de comércio exterior, o mercado brasileiro deve manter ritmo de crescimento de dois dígitos no curto prazo — em linha com a audiência da Câmara (mencionando potencial de crescimento expressivo) e com o CAGR global ~13–14% citado por casas de análise.

Principais Atividades com Drones no Brasil
1) Agronegócio
Mapeamento e monitoramento de lavouras (NDVI, vigor, falhas de plantio, estresse hídrico) para tomada de decisão.
Pulverização de precisão de defensivos, fertilizantes e bioinsumos, com dose localizada e menor deriva.
Liberação biológica (ex.: Trichogramma) e dispersão de sementes para controle de pragas e cobertura.
Contagem/estimativas (stand count, população, flores/frutos) e identificação de plantas daninhas.
Inspeções rápidas de talhões, irrigação, cercas e estradas; geração de ortomosaicos/curvas para planejamento.
2) Construção e Infraestrutura
Levantamentos topográficos e mapeamento 2D/3D (ortomosaicos, nuvens de pontos, DSM/DTM) para projeto e planejamento.
Acompanhamento de obra e as built com comparação a BIM/CAD, detecção de desvios e medição de avanço físico.
Volumetria de corte/aterro e controle de estoques (pátios, bota-fora), otimizando terraplenagem.
Inspeções de estruturas e fachadas (pontes, viadutos, telhados, subestações) incluindo termografia e fotogrametria oblíqua.
Monitoramento de canteiro e segurança (logística, perímetro, tráfego interno), registro para compliance e relatórios.

3) Energia e Utilities
Inspeções de ativos (linhas de transmissão, torres, subestações, usinas solares/eólicas) com RGB, termografia e UV/corona para identificar isoladores trincados, hotspots, corrosão e folgas.
Mapeamento de faixas de servidão/corredores (ROW): monitoramento de vegetação, ocupações irregulares e estabilidade de taludes; ortomosaicos, DTM e nuvens de pontos (incl. LiDAR).
Manutenção preditiva e inventário: modelos 3D/digital twins, medição de flecha de cabos e distâncias de segurança, acompanhamento de deformações.
Resposta a emergências: avaliação rápida pós-tempestade/queimadas, priorização de equipes de campo e registros para seguros/compliance.
Utilities de gás/água: detecção de vazamentos (ex.: metano), inspeção de dutos, adutoras e reservatórios, apoio ao planejamento de obras.

4) Mineração
Inventário e volumetria de pilhas/estoques (ROM, produto final) para reconciliação, auditoria e balanço de massa.
Topografia e mapeamento 2D/3D de cava, bancadas e estradas de mina (ortomosaicos, DSM/DTM, nuvem de pontos) para planejamento e avanço de lavra.
Monitoramento geotécnico de taludes/bermas e inspeção de barragens de rejeitos, com métricas de estabilidade e detecção de deformações (RGB/termo/LiDAR).
Segurança e meio ambiente: checagem de áreas de proteção, erosão/assoreamento, poeira e ocupações irregulares; registros para compliance.
Operações e logística: inspeção de correias/britadores/pátios, contagem de frota e, em alguns sites, transporte leve de amostras ponto a ponto.
5) Óleo & Gás
Inspeções internas de tanques e estruturas: a Transpetro reporta economia de até R$ 1 milhão por inspeção e redução de 3–4 dias de parada com drones.
Quem já utiliza drones em operações profissionais
Energia: ISA CTEEP — inspeções de torres 100% com drones.
Mineração/Logística: Vale + Speedbird Aero — transporte de amostras por drone em Carajás.
Entregas: ANAC — autorização BVLOS (até 24 km) para modelo da Speedbird Aéreo.
Óleo & Gás: Transpetro, com economia de até R$ 1 milhão por vistoria de navio com drones.
O que esperar adiante (2025–2027)
Mais BVLOS e automação em inspeções lineares (energia, óleo & gás);
Pulverização de precisão no agro e integrações com IA (detecção de falhas, contagem, anomalias);
Cadeia local aquecida (serviços, treinamento, manutenção, seguros) conforme o valor de mercado nacional se aproxima de faixas já projetadas para 2025.

Conclusão
O Brasil já é um mercado bilionário em drones, com trilhas claras de crescimento em setores-chave.
Empresas que estruturarem processos, compliance e equipes capacitadas tendem a capturar ROI rapidamente, seja cortando custos de inspeção, acelerando medições e obras ou aumentando a produtividade no campo.
Para desenhar seu roadmap de adoção, montar POCs, escolher equipamentos DJI homologados Anatel e treinar a equipe, a Futuriste oferece consultoria e capacitações completas.
Referências
Câmara dos Deputados
(https://www.camara.leg.br)
DECEA/SARPAS
(https://www.decea.mil.br)
SECEX
(https://www.noticiasagricolas.com.br)
Mordor Intelligence
(https://www.mordorintelligence.com)
Drone Industry Insights
(https://droneii.com)
ISA CTEEP
(https://www.isaenergiabrasil.com.br)
ANAC
(https://www.gov.br/anac)
Poder 360
(https://www.poder360.com.br)