O setor de drones no Brasil acaba de alcançar um marco histórico para a automação industrial. Em 12 de fevereiro de 2026, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) concedeu a autorização de projeto para as aeronaves das séries DJI Matrice 3D/3TD e para a estação de carregamento autônomo DJI Dock 2.
Esta decisão habilita oficialmente o uso desses equipamentos para operações BVLOS (além da linha de visada visual) em território nacional. Na prática, isso transforma a maneira como empresas realizam monitoramentos, segurança e inspeções, permitindo voos remotos com total segurança jurídica e técnica.
O Que Foi Autorizado pela ANAC?
A autorização de projeto emitida pela agência confirma que o ecossistema DJI Dock 2 cumpre os rigorosos requisitos de segurança e navegabilidade exigidos pela regulamentação brasileira.
Os pilares fundamentais desta liberação incluem:
Capacidade BVLOS Nativa: Permissão técnica para voar além do alcance visual do piloto remoto.
Operações Remotas e Automatizadas: O sistema permite decolagens, pousos e carregamentos sem a necessidade de um piloto fisicamente presente no local da operação.
Segurança e Conformidade: O projeto está plenamente alinhado às diretrizes de segurança da ANAC, facilitando a integração em fluxos de trabalho industriais.
Matrice 3D vs Matrice 3TD: Qual a Ferramenta Certa?
Para aproveitar essa nova autorização, é essencial entender qual modelo se aplica melhor ao seu modelo de negócio:
DJI Matrice 3D: Equipado com câmeras de alta performance e obturador mecânico, é a solução definitiva para mapeamento de alta precisão e levantamentos topográficos automatizados.
DJI Matrice 3TD: Integra sensores grande angular, tele e uma câmera térmica, sendo a escolha ideal para segurança pública, inspeções de infraestrutura e missões noturnas.
A Revolução do “Drone-in-a-Box” no Mercado Brasileiro
O DJI Dock 2 funciona como uma “base espacial” resiliente para o drone. Com proteção contra intempéries, ele garante que a aeronave esteja pronta para voar em minutos, carregando a bateria de forma eficiente entre as missões.
Com esta homologação, setores como Mineração, Energia e Agronegócio podem agora escalar:
Rondas Agendadas: O drone executa missões de vigilância de forma independente em horários programados.
Resposta Rápida: Acionamento remoto imediato para verificação de incidentes em áreas críticas.
Eficiência Operacional: Coleta de dados constante sem os custos e riscos de deslocamento de equipes para áreas de difícil acesso.
Como Operar Legalmente em 2026?
Embora o sistema possua autorização de projeto, a legalidade da operação individual depende de requisitos específicos:
Emissão do CAER: Cada unidade das séries Matrice 3D e 3TD deve obter o Certificado de Aeronavegabilidade Especial para RPA (CAER), comprovando que aquela aeronave específica está em conformidade com o projeto autorizado pela ANAC para voos BVLOS.
Certificação do Piloto: Para operações além da linha de visada (BVLOS), o piloto remoto deve possuir licença, habilitação e o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) de 3ª classe (ou superior) válidos.
Gestão do Espaço Aéreo: As solicitações de acesso ao espaço aéreo devem ser coordenadas via sistema SARPAS (DECEA), seguindo rigorosamente as diretrizes da ICA 100-40.
Documentação Obrigatória: É indispensável o porte do Seguro RETA e de uma Análise de Risco Operacional atualizada, conforme as normas vigentes para o setor de drones profissionais.
Dica de Especialista: Operar um sistema complexo como o DJI Dock 2 exige mais do que apenas o equipamento autorizado. A conformidade com as RBAC’s e a segurança em voos BVLOS dependem diretamente da qualificação do piloto. Se você busca capacitação de elite, confira o Curso de Pilotagem de Drones da Futuriste, referência no Brasil em treinamento profissional e regulamentação ANAC/DECEA.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre a Autorização DJI/ANAC
1. O DJI Dock 2 já possui autorização de projeto para uso no Brasil?
Sim. A ANAC concedeu a Autorização de Projeto para o sistema DJI Dock 2 e as aeronaves das séries Matrice 3D/3TD em fevereiro de 2026. Esta certificação assegura que o equipamento cumpre os requisitos técnicos necessários para operações profissionais em território nacional.
2. O que é necessário para realizar voos BVLOS com este equipamento?
Além da Autorização de Projeto do sistema, o operador deve garantir que a unidade possua o Certificado de Aeronavegabilidade Especial para RPA (CAER). Adicionalmente, o piloto remoto deve possuir licença, habilitação e Certificado Médico Aeronáutico (CMA) válidos, além de solicitar o uso do espaço aéreo via DECEA.
3. Qual a diferença prática entre o Matrice 3D e o Matrice 3TD?
Ambos utilizam a mesma plataforma e base de carregamento, mas possuem sensores distintos: o Matrice 3D é otimizado para mapeamento e topografia com obturador mecânico, enquanto o Matrice 3TD é focado em segurança e inspeções, integrando uma câmera térmica para operações críticas.
4. A autorização permite voos autônomos sem supervisão?
A autorização de projeto viabiliza a operação remota e automatizada (BVLOS), mas o cumprimento das normas operacionais (como a ICA 100-40) exige sempre a supervisão de um piloto remoto habilitado, que pode monitorar a missão a partir de um centro de comando.
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